O CONTINUADA EM TECNOLOGIA EDUCACIONAL
TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO – APRENDENDO COM AS
TICs
TUTORA: Maria
José Alves Gomes Vicente Leite
PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃALUNA: Maria de Fátima Leite Figueiredo
Fichamento
As possibilidades das redes de
aprendizagem
José Manuel Moran (jmmoran@usp.br)
Segundo José Manuel Moran
especialista em mudanças na educação presencial e a distância, hoje temos um
número significativo de professores
desenvolvendo projetos e
atividades mediados por tecnologias. Mas
grande parte das escolas e dos
professores estão tendo dificuldades
como utilizá-los adequadamente.
A apropriação das
tecnologias nas escolas passam por três
etapas: na primeira as tecnologias são
utilizadas para melhorar o desempenho, a gestão, para automatizar processos e
diminuir custos. Na segunda etapa, a escola insere parcialmente as tecnologias
no projeto educacional. Na terceira começa
atualmente, com o amadureci emento da sua implantação e o avanço da
integração das tecnologias, as universidades e escolas repensam no seu projeto
pedagógico, no seu plano estratégico e introduzem mudanças significativas como:
a flexibilidade parcial do currículo, com atividades a distância e presenciais.
Os professores, em geral, ainda
estão utilizando as tecnologias para ilustrar aquilo que já vinham fazendo,
para tornar as aulas mais interessantes. Mas ainda falta o domínio
técnico-pedagógico que lhes permitirá, nos próximos anos, modificar e inovar os
processos de ensino e aprendizagem. As redes, principalmente a Internet, estão
começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância.
Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e
temporalizado.
A
educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram
típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de
forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a
interação.
Blogs e Flogs
Os
blogs, flogs (fotoblogs ou videologs) são utilizados mais pelos alunos que
pelos professores, principalmente como espaço de divulgação pessoal, de mostrar
a identidade, onde se misturam narcisismo e exibicionismo (em diversos graus).
Atualmente há um uso crescente dos blogs por professores dos vários níveis de
ensino, incluindo o universitário. Os blogs permitem a atualização constante da
informação pelo professor e pelos alunos, favorecem a construção de projetos e
pesquisas individuais e em grupo, a divulgação de trabalhos. Com a crescente
utilização de imagens, sons e vídeos, os flogs têm tudo para explodir na educação e
integrarem-se com outras ferramentas tecnológicas de gestão pedagógica. As
grandes plataformas de educação a distância ainda não descobriram e
incorporaram o potencial dos blogs e flogs.
A escola em conexão com o mundo
A
escola com as redes eletrônicas se abre para o mundo, o aluno e o professor se
expõem, divulgam seus projetos e pesquisas, são avaliados por terceiros,
positiva e negativamente. A escola contribui para divulgar as melhores
práticas, ajudando outras escolas a encontrar seus caminhos. A escola sai do
seu casulo, do seu mundinho e se torna uma instituição onde a comunidade pode
aprender contínua e flexivelmente. Destaco, por exemplo, a importância do Instituto
de Tecnologia de Massachusetts (MIT) de Chicago, que disponibiliza todo o
conteúdo dos seus cursos em várias línguas, facilitando o acesso de centenas de
milhares de alunos e professores a materiais avançados e sistematizados,
disponíveis on-line http://www.universiabrasil.net/mit/. Alunos, professores, a
escola e a comunidade se beneficiam. Atualmente, a maior parte das teses e dos
artigos apresentados em congressos está publicada na Internet. Os professores podem focar mais a pesquisa do que
dar respostas prontas, ou aulas todas acabadas. Podem propor
temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os
mais complexos; das páginas mais coloridas e estimulantes para as mais
abstratas; dos vídeos e narrativas concretas para os contextos mais abrangentes
e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas
sucessivas e uma reorganização semântica contínua.
O processo de mudança será
mais lento do que muitos imaginam. Iremos mudando aos poucos, tanto no
presencial como na educação a distância. Há uma grande desigualdade econômica,
de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão prontos para a
mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais,
atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade.
Ensinar com as novas mídias
será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do
ensino, que mantêm distantes professores e alunos. A Internet é um novo meio de
comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a
modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender.
Texto adaptado do capítulo 4 do meu livro A
educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá,
da Editora Papirus,
p.89-111)
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